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v. 5 n. 2 (2026): ENTRE ANCESTRALIDADES E RESISTÊNCIAS: Educação, territórios e epistemologias indígenas
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As histórias dos povos indígenas no Brasil são atravessadas por processos de resistência, afirmação identitária e permanentes disputas pelo reconhecimento de seus territórios, conhecimentos e modos de existência. Ao longo dos séculos, as estruturas coloniais e suas continuidades produziram mecanismos de silenciamento, expropriação e subalternização, frequentemente sustentados por concepções eurocêntricas que desconsideraram a pluralidade de experiências, cosmologias e epistemologias indígenas. Entretanto, longe de constituírem sujeitos restritos ao passado, os povos originários permanecem protagonistas de suas próprias histórias, reinventando estratégias de resistência e reivindicando o direito de produzir, preservar e transmitir seus conhecimentos. É nesse horizonte que a Revista Campiô apresenta o dossiê “Entre Ancestralidades e Resistências: Educação, Territórios e Epistemologias Indígenas”, reunindo investigações que problematizam as relações entre história, memória, educação, territorialidade e produção de saberes.

Publicado: 2026-10-27

Editorial

  • ENTRE ANCESTRALIDADES E RESISTÊNCIAS Educação, territórios e epistemologias indígenas

    Brunemberg da Silva Soares, Vinícius Alves de Mendonça
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i2.879

Artigos

  • O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL: experiências na Educação Básica em Palmeira dos Índios

    Magno Francisco da Silva, José Adelson Lopes Peixoto, Sandro Guedes Fernandes
    1-15
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.872
  • ESTRANHAR PARA REGENERAR a monstruosidade queer na performance da artista transexual indígena Uýra Sodoma

    Greta Lopes
    16-39
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.816
  • KWEHE MEHE TENTEHAR KÒ IAPOHAW IMUME`U HAW: Como as roças eram feitas antigamente entre os Tentehar

    Wanderly Francisco dos Santos Guajajara, Juliana Noronha Fonseca, Neusani Oliveira Ives-Felix
    40-54
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.866
  • ANCESTRALIDADE E VIVÊNCIAS TENETEHARA O ensino de Química na Aldeia Ponta d´água, Terra Indígena Araribóia, Grajaú-MA

    Ingride Isete Carlos Guajajara, Raquel Moura Machado, Neusani Oliveira Ives Felix
    55-81
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.867
  • Antagonismos constantes e inconstantes antinomias nas histórias dos povos indígenas no Brasil

    Edwin B. Reesink
    82-95
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.864
  • VOLTAR PARA AS MATAS TUKUM MIRIM ANCESTRALIDADE E PERCURSO FORMATIVO DO CORPO-TERRITÓRIO EM RETOMADA ÉTNICA-TERRITORIAL

    Yamoron Tukumyryn Magã Kren, Edurado Oliveira Miranda
    96-106
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.862
  • A FORMAÇÃO DE PROFESSORES/AS INDÍGENAS NO ESTADO DO MARANHÃO a experiência da Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

    Thiago Pereira Lima
    107-113
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.855
  • HISTÓRIA INDÍGENA, INTERCULTURALIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE: DESAFIOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA

    Giuseppe Roncalli Ponce Leon de Oliveira, Normana Natalia Ribeiro dos Passos
    114-134
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.818

Resenha

  • Confrontando testemunhas oculares: memória e identidade iconográfica dos indígenas Xukuru-Kariri, uma resenha crítica

    Ezequiel Pedro Farias Cajueiro
    135-139
    DOI: https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.863
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