VOLTAR PARA AS MATAS TUKUM MIRIM
ANCESTRALIDADE E PERCURSO FORMATIVO DO CORPO-TERRITÓRIO EM RETOMADA ÉTNICA-TERRITORIAL
DOI:
https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.862Palavras-chave:
Corpo-território, Povo Guerém, Ancestralidade, Retomada identitáriaResumo
Este texto constitui um recorte de um capítulo da dissertação de mestrado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana, construído a partir das experiências formativas de um pesquisador indígena Guerém, originário de Tukum Mirim, em Valença-BA. Fundamentado na abordagem (auto)biográfica, em diálogo com Silva (2020) e Bueno (2002), objetiva refletir sobre os atravessamentos vivenciados no processo de retomada da identidade étnica Guerém. A narrativa e a memória constituem caminhos de reflexão sobre as marcas da educação formal e seus vínculos com a ancestralidade. Em diálogo com Munduruku (2009), Miranda (2020), Krenak (2020), Kayapó e Brito (2019), o percurso tensiona a educação escolar atravessada por racionalidades coloniais, estereótipos e silenciamentos. As experiências narradas apontam que o distanciamento dos saberes ancestrais desloca as formas de reconhecimento de si, do território e do pertencimento. Nesse movimento, o retorno a Tukum Mirim emerge como reconexão ancestral, reencantamento e reexistência, possibilitando a reconstrução do corpo-território e o fortalecimento da identidade étnica Guerém.
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