KWEHE MEHE TENTEHAR KÒ IAPOHAW IMUME`U HAW:

Como as roças eram feitas antigamente entre os Tentehar

Autores

  • Wanderly Francisco dos Santos Guajajara Universidade Federal do Maranhão - UFMA
  • Juliana Noronha Fonseca Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT)
  • Neusani Oliveira Ives-Felix Universidade Federal do Maranhão - UFMA https://orcid.org/0000-0001-8370-8933

DOI:

https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.866

Palavras-chave:

Currículo intercultural, Educação Escolar Indígena, Tentehar, Memória

Resumo

A Educação Escolar Indígena requer propostas curriculares que reconheçam as especificidades linguísticas, culturais, territoriais e epistemológicas dos diferentes povos, assegurando espaço para seus conhecimentos, memórias e formas próprias de produção e transmissão de saberes. Este estudo tem como objetivo apresentar e analisar a proposta pedagógica intercultural e bilíngue Kwehe mehe kò iapohaw imume’u haw / Como as roças eram feitas antigamente entre os Tentehar, produzida no componente Currículo Intercultural, da Licenciatura Intercultural Indígena do Parfor Equidade, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Trata-se de uma abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de um memorial produzido por um acadêmico Tentehar e de sua organização como material pedagógico bilíngue, composto por registros em Língua Tentehar e Língua Portuguesa, acompanhados de representações visuais das etapas de produção da roça. A análise considerou aspectos relacionados à língua, memória, território, temporalidade, formas de cultivo, trabalho coletivo e produção de conhecimentos. Os resultados evidenciam que o material registra conhecimentos vinculados à escolha do território, aos períodos de espera, às condições ambientais, ao manejo dos cultivos e à participação coletiva, além de conferir centralidade à autoria indígena na elaboração de materiais pedagógicos. Conclui-se que a experiência aproxima formação docente, currículo e conhecimentos produzidos no território, reafirmando a relevância de práticas interculturais e bilíngues construídas a partir das experiências dos próprios povos indígenas.

Biografia do Autor

Wanderly Francisco dos Santos Guajajara, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Graduando em Licenciatura Intercultural Indígena, Parfor Equidade, Universidade Federal do Maranhão, Grajaú, Maranhão, Brasil.

Neusani Oliveira Ives-Felix, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Professora Adjunta da Universidade Federal do Maranhão/UFMA; Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Pará - UFPA; Mestre em Educação pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2012 - 2014); Especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social UFMA (2017)/Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça UFMA/NEAD (2013) e Administração e Supervisão Escolar pela UNIFIA/Centro Universitário Amparense (2007). Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Tocantins - UFT (2006) e, em Educação Física pela Universidade Federal do Maranhão UFMA (2013); realizou curso de aperfeiçoamento em Gestão da Educação Pública pela Universidade Federal de Juiz de Fora/ UFJF (2010); Foi bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolv. Científico e Tecnológico (FAPEMA) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Atuação na docência do ensino superior desde 2009; 04 anos de experiência na docência da educação básica e 08 anos na coordenação pedagógica de escolas públicas. Coordena o projeto de pesquisa intitulado: Quintais produtivos e sua relação com o acesso a alimentos saudáveis: município de Grajaú-MA e o projeto de extensão intitulado, A Biblioteca como espaço de interculturalidade. Participa do Grupo de Pesquisa em Ciências Naturais e Biotecnologia - CIENATEC/UFMA/CNGR e do Grupo de Estudos Interdisciplinares sobre Biodiversidade, Sociedade e Educação na Amazônia (BioSE/INEAF/UFPA).

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Publicado

2026-10-27

Como Citar

Guajajara, W. F. dos S., Fonseca, J. N., & Ives-Felix, N. O. (2026). KWEHE MEHE TENTEHAR KÒ IAPOHAW IMUME`U HAW:: Como as roças eram feitas antigamente entre os Tentehar. Revista De Estudos Indigenas De Alagoas - Campiô, 5(2), 40–54. https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.866