ENTRE ANCESTRALIDADES E RESISTÊNCIAS
Educação, territórios e epistemologias indígenas
DOI:
https://doi.org/10.48017/rc.v5i2.879Palavras-chave:
História indígena, Educação escolar indígena, MobilizaçõesResumo
As histórias dos povos indígenas no Brasil são atravessadas por processos de resistência, afirmação identitária e permanentes disputas pelo reconhecimento de seus territórios, conhecimentos e modos de existência. Ao longo dos séculos, as estruturas coloniais e suas continuidades produziram mecanismos de silenciamento, expropriação e subalternização, frequentemente sustentados por concepções eurocêntricas que desconsideraram a pluralidade de experiências, cosmologias e epistemologias indígenas. Entretanto, longe de constituírem sujeitos restritos ao passado, os povos originários permanecem protagonistas de suas próprias histórias, reinventando estratégias de resistência e reivindicando o direito de produzir, preservar e transmitir seus conhecimentos. É nesse horizonte que a Revista Campiô apresenta o dossiê “Entre Ancestralidades e Resistências: Educação, Territórios e Epistemologias Indígenas”, reunindo investigações que problematizam as relações entre história, memória, educação, territorialidade e produção de saberes.
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