ESTRANHAR PARA REGENERAR
a monstruosidade queer na performance da artista transexual indígena Uýra Sodoma
DOI:
https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.816Palavras-chave:
estranhamento, arte indígena, performance, monstruosidade, queerResumo
Em que medida a prática cênica da artista transexual indígena Uýra Sodoma pode contribuir na expansão poética e estética das Artes? O que pode as Artes aprender com a transexualidade indígena? Em ressonância com a teoria queer e os conceitos de monstruosidade, o artigo fundamenta a experiência da performance de Uýra Sodoma como possibilidade de estranhamento nas Artes. Com isso, nos parágrafos seguintes, detalhamos a performance “Ponto Final, Ponto Seguido” e desvelamos alguns dos pensamentos de Uýra Sodoma por meio de suas falas em entrevistas e reportagens. Em seguida, afetamos a experiência artística de Sodoma com os conceitos de: perspectivismo ameríndio de Eduardo Viveiros de Castro; ciborgue de Donna Haraway; teoria social da ação e coreopolítica de André Lepecki; noção de corpo-documento e arquivo vivo de Beatriz Nauali do Nascimento Alves; transcestralidade e bixancestralidade de Manoel Messias Silva de Souza; monstruosidade e infamiliaridade de Marcos Katu Buiati; representação LGBTQIAPN+ nas Artes Cênicas de Jaoa de Mello; estranhamento queer de Jimena Furlani; e, metamorfose contínua de Gabriela Luz da Cunha. O estranhamento aqui é visto como uma operação, um modo a ser; uma cultura do estranhamento. Estranhar para regenerar; regenerar a arte, o conhecimento e o planeta.
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