Formação docente diante das demandas por justiça educacional em escolas rurais e urbanas: entre desigualdades territoriais, práxis pedagógica e reconstrução democrática da escola pública
DOI:
https://doi.org/10.48178/intersecao.v10i1.796Resumo
RESUMO: Este artigo analisa criticamente a formação docente diante das demandas contemporâneas por justiça educacional em escolas rurais e urbanas, compreendendo-a como um campo de disputa epistemológica, política e ética. Fundamentado em uma abordagem qualitativa de caráter bibliográfico e hermenêutico, o estudo problematiza as limitações dos modelos formativos orientados pela racionalidade técnico-gerencial e discute a necessidade de reconstruir a profissionalidade docente a partir de perspectivas críticas, democráticas e territorialmente situadas. O debate articula contribuições de autores contemporâneos sobre profissionalidade docente, justiça educacional, educação do campo, currículo, diversidade e epistemologias críticas, evidenciando que as desigualdades educacionais ultrapassam a dimensão do acesso escolar e envolvem disputas em torno da legitimidade dos conhecimentos, dos sujeitos e dos territórios. Conclui-se que a efetivação da justiça educacional exige uma nova epistemologia da formação docente, fundamentada na colaboração, na investigação da prática, no reconhecimento das territorialidades e na produção compartilhada do conhecimento, fortalecendo a autonomia profissional, a democratização da escola pública e o compromisso social da docência.
PALAVRAS-CHAVE: formação docente; justiça educacional; profissionalidade docente; educação do campo; território; escola pública.
ABSTRACT: This article critically examines teacher education in response to contemporary demands for educational justice in rural and urban schools, understanding it as a field of epistemological, political, and ethical dispute. Based on a qualitative, bibliographic, and hermeneutic approach, the study discusses the limitations of teacher education models guided by technical-managerial rationality and argues for the reconstruction of teacher professionalism through critical, democratic, and territorially grounded perspectives. The discussion brings together contemporary contributions on teacher professionalism, educational justice, rural education, curriculum, diversity, and critical epistemologies, demonstrating that educational inequalities extend beyond unequal access to schooling and involve disputes over the legitimacy of knowledge, subjects, and territories. The study concludes that achieving educational justice requires a new epistemology of teacher education grounded in collaboration, practitioner inquiry, recognition of territorial contexts, and the shared production of knowledge, thereby strengthening professional autonomy, the democratization of public schools, and the social commitment of teaching.
KEYWORDS: teacher education; educational justice; teacher professionalism; rural education; territory; public school.
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