INDÍCIOS, INDÍGENAS E POSSIBILIDADES:

metodologias e escritas da Nova História Indígena no contexto Katokinn (1992-2003)

Autores

  • Vinícius Alves de Mendonça Secretaria de Estado da Educação de Alagoas
  • Pedro Abelardo de Santana Universidade Federal de Alagoas

DOI:

https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.875

Palavras-chave:

Katokinn, Indígenas, Mobilizações

Resumo

Os indígenas Katokinn se encontram territorialmente distribuídos na área urbana do município de Pariconha – distante cerca de 300 km de Maceió, capital do estado de Alagoas – desde o final do século XIX, quando ocorreram migrações das primeiras famílias para região devido a violências e espoliações territoriais ocorridas em Pernambuco. Desse modo, este estudo objetiva discutir possibilidades teóricas e metodológicas acerca da realidade dos indígenas abordando registros da reorganização política e territorial daquele grupo étnico ocorrida na década de 1990 a partir de análises fundamentadas em paradigmas das ciências humanas e sociais, com ênfase nas referências micro-históricas consolidadas por Ginzburg (1989; 1993; 2007) e Levi (2000), além de modelos próprios a História Oral conforme Alberti (2013) e a Pesquisa de campo segundo Oliveira (1996). Trata-se, assim, de uma reflexão não apenas sobre aspectos sócio-históricos relacionados aos Katokinn, mas um esboço teórico-metodológico interdisciplinar, característica indispensável ao que se convencionou “Nova História Indígena”, definida por autores como Oliveira (2004), Monteiro (1999) e outros que constituíram a bibliografia abordada.

Biografia do Autor

Vinícius Alves de Mendonça, Secretaria de Estado da Educação de Alagoas

Doutorando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Mestre em História pela UFAL. Especialista em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e em Ensino de História pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Graduado em História pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Atualmente, Professor Efetivo do Governo do Estado de Alagoas e da Prefeitura de Palmeira dos Índios. Pesquisador associado ao Grupo de Pesquisas em História Indígena de Alagoas (GPHIAL/CNPq/UNEAL) e ao Grupo de Pesquisas em História Indígena no Brasil Republicano (GPHI-BR/UFAL). Colaborador na Editora GPHIAL e na equipe técnica de salvaguarda do Acervo do GPHIAL. Realiza estudos acerca dos povos indígenas do Alto Sertão de Alagoas (séculos XX e XXI), sobretudo em relação a processos de formação histórica, práticas culturais, mobilizações e reconhecimentos.

Pedro Abelardo de Santana, Universidade Federal de Alagoas

Doutor em História Social pela UFBA, 2015 (com estágio sandwiche na Universidade de Salamanca, Espanha); Pós Doutorado com bolsa CAPES/UFS, 2015-2017; Mestre em Geografia - área de Estudos Arqueológicos (2004); graduado em História pela UFS (2001); Professor adjunto do curso de História da UFAL, Campus do Sertão; prof. permanente do Mestrado e Doutorado em História da UFAL. Foi professor colaborador do Mestrado e Doutorado PROHIS/UFS, 2015-2024. Foi professor adjunto no curso de História da UNIT - Universidade Tiradentes/SE entre 2005-2012; foi professor do ensino fundamental II nos municípios de Aracaju, Lagarto e São Cristóvão/SE; diretor do Arquivo Público da Cidade de Aracaju; diretor da Associação Nacional de História-ANPUH (Sergipe). Tem pesquisas nas áreas de História do Brasil Colônia e Império, Arqueologia Histórica, Arquivologia, atuando nos seguintes temas: indígenas, documentação, sociedade e cultura, história regional e sertão.

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Publicado

2026-10-22

Como Citar

Alves de Mendonça, V. ., & Abelardo de Santana, P. . (2026). INDÍCIOS, INDÍGENAS E POSSIBILIDADES:: metodologias e escritas da Nova História Indígena no contexto Katokinn (1992-2003). Revista De Estudos Indigenas De Alagoas - Campiô, 5(1), 109–119. https://doi.org/10.48017/rc.v5i1.875