AS REPRESENTAÇÕES DAS RELAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS NO PENSAMENTO DE AILTON KRENAK A PARTIR DA OBRA A VIDA NÃO É ÚTIL
DOI:
https://doi.org/10.48017/rc.v4i1.636Palavras-chave:
Literaturas indígenas, Ecologia, Modernidade, Meio AmbienteResumo
As desestruturações socioambientais têm sido alvo de inúmeras reflexões na contemporaneidade. Dada sua relevância, percebe-se sua influência temática em diversas produções científicas e literárias, incluindo trabalhos de autorias indígenas. Dessa maneira, o presente trabalho tem como objetivo analisar as representações das relações socioambientais no pensamento de Ailton Krenak, a partir da obra “A Vida Não é Útil”. Do ponto de vista metodológico, buscamos fundamentar-nos nas interlocuções entre os estudos da História Cultural, tomando a obra literária como fonte para a construção das narrativas históricas, com o objetivo de identificar as representações sobre a sociedade, a natureza e o nosso tempo. Para isso, realizamos um estudo de caráter bibliográfico e documental, empregando a análise de conteúdo como procedimento para recorte e interpretação dos dados. Com essa abordagem, identificamos no pensamento do autor quatro momentos fundamentais: a denúncia da humanidade moderna, utilitarista e ocidentalizada como responsável pela degradação do meio ambiente; a percepção das limitações dos recursos naturais; o papel desempenhado pelas instituições na manutenção das desigualdades; e a cosmovisão indígena como contraponto a essas desestruturações. Esses aspectos nos permitem avançar na reflexão sobre as cosmovisões indígenas na contemporaneidade, mobilizadas para a proposição de outras formas de se relacionar de maneira ecológica com o meio ambiente.
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