DO MAPA OFICIAL AO TERRITÓRIO VIVIDO: CONTRIBUIÇÕES DO MAPEAMENTO PARTICIPATIVO PARA A TERRITORIALIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Territorialização, Mapeamento participativo, Conhecimento territorialResumo
A territorialização é uma das diretrizes organizacionais da Atenção Primária à Saúde (APS), possibilitando a análise das características demográficas, epidemiológicas, sociais e ambientais da população adscrita e dos lugares. Todavia, esse processo ainda se concentra na dimensão técnico-administrativa, nem sempre incorporando a dimensão vivida do território. A partir disso, o mapeamento participativo surge como uma estratégia para qualificar o processo de territorialização da APS, com apreensão das dinâmicas, vulnerabilidades, potencialidades e redes que estruturam o território vivido. O presente artigo tem como objetivo analisar as contribuições do mapeamento participativo para a qualificação da territorialização na APS, tomando como referência a experiência na UBS Aparecida, localizada em Natal/RN. Trata-se de uma abordagem de caráter analítico-reflexivo, articulada à oficina de mapeamento participativo realizada com 8 ACS da UBS Aparecida em maio de 2026, fundamentada na utilização dos mapas oficiais das equipes e 19 questões problematizadoras. A experiência possibilitou incluir informações não contempladas na representação cartográfica institucional, favorecendo a identificação de vulnerabilidades, potencialidades e redes comunitárias de apoio. No contexto analisado, o mapeamento participativo contribuiu para subsidiar o planejamento das ações de saúde e para reconhecer os ACS como produtores de conhecimento sobre o território.
