TERRITORIALIDADES DE ESPERANÇA: PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE FUTUROS POSSÍVEIS EM MUCUGÊ, CHAPADA DIAMANTINA/BA

Autores

Palavras-chave:

Agricultura Familiar Camponesa, Territorialidades, Agroecologia, Esperançar

Resumo

O objetivo do artigo é analisar as territorialidades de esperança criadas pelos agricultores familiares camponeses, no contexto das transformações decorrentes da expansão do agrohidronegócio no município de Mucugê, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Para refletir no plano conceitual, sedimentou-se no entendimento do esperançar como movimento da luta coletiva e da organização das pessoas em prol do bem comum, no movimento de resistência dos sujeitos sociais da agricultura familiar camponesa que vivenciam a fronteira do agronegócio. Paralelamente, buscou-se realizar mapeamentos e pesquisas de campo in loco, que envolveram observações, diálogos e vivências, além da realização de entrevistas semiestruturadas com a população local. Na leitura da realidade em questão, constatou-se que o agrohidronegócio transformou os territórios rurais de Mucugê, impondo lógicas capitalistas de trabalho na terra. No movimento de resistência, persistem formas alternativas de trabalho e vida pautados na sociabilidade camponesa, com iniciativas agroecológicas e de economia solidária, baseada no trabalho coletivo nas comunidades rurais e urbanas. A criação das territorialidades de esperança, pelos sujeitos da agricultura familiar camponesa, constitui-se como uma estratégia de reprodução social e permanência nos seus territórios de vida e de trabalho no campo, tendo em vista a manutenção da identidade com a terra e do processo de reprodução social.

Biografia do Autor

Débora Paula de Andrade Oliveira, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Professora Assistente do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (DG/UESB). Atua como docente permanente nos nos Programas de Pós Graduação em Geografia (PPGeo/UESB/PROGEO/UESC).  Mestre em Geografia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e doutora em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe.

Sônia Menezes, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Professora do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe e do Departamento de Geografia da mesma universidade. Estágio Pós-doutoral no período de 06/2019 a 06/2020 no Laboratório dos Estudos Territoriais - Laboter, vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais - IESA na Universidade Federal de Goiás. Mestre e doutora pela Universidade Federal de Sergipe. É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alimentos e Manifestações Tradicionais (GRUPAM/UFS/CNPq).

Downloads

Publicado

2026-10-07