Revista de Estudos Indigenas de Alagoas - Campiô
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<p><strong><em>Campiô</em></strong> é a revista destinada a publicar e publicizar os resultados dos estudos e pesquisas sobre os povos indígenas, prioritariamente do Nordeste. Institucionalmente está vinculada ao Grupo de Pesquisas em História Indígena de Alagoas – GPHIAL, ao Núcleo de Estudos Indígenas de Palmeira dos Índios – NEIPI e ao Curso de Licenciatura Intercultural Indígena de Alagoas – CLIND, sediados na Universidade Estadual de Alagoas, <em>Campus </em>III – Palmeira dos Índios. A revista está estruturada em seções denominadas: Dossiê Temático, Artigos Livres, Resenha, Ensaio Fotográfico.</p>Universidade Estadual de Alagoas - Edunealpt-BRRevista de Estudos Indigenas de Alagoas - Campiô2764-3352<p>Os autores detém os direitos autorais sem restrições, devendo informar a publicação inicial nesta revista, em caso de nova publicação de algum trabalho.</p>IDENTIDADES INDÍGENAS EM MOVIMENTO
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Cláudia Cristina do Lago BorgesJosé Marcos Nascimento Pontes
Copyright (c) 2026 Cláudia Cristina do Lago Borges, José Marcos Nascimento Pontes
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2026-02-022026-02-02411310.48017/rc.v4i1.694ENTRE CRUZES E ENCANTADOS
https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/666
<p>O presente artigo é resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso, vinculado ao Curso de Licenciatura Intercultural Indígena, apresentado no Curso de Geografia na Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Este trabalho objetiva uma análise mais profunda dos impactos da catequização europeia sobre os povos originários, com foco específico no povo indígena Karuazu. Isso porque, a imposição cultural europeia, sob o pretexto de "civilizá-los", afetou significativamente os costumes, tradições e modos de vida destes povos. A pesquisa procura entender como, apesar das adversidades, os Karuazu resistiram e continuam a resistir, preservando e reproduzindo sua cultura. Para alcançar os objetivos propostos, a pesquisa adotou uma abordagem metodológica mista, combinando a revisão bibliográfica com a exploração de campo. Assim, foram realizadas, dentre outros, os seguintes passos: ampla revisão bibliográfica em livros e artigos acadêmicos; entrevistas; observação participante; documentação fotográfica; além da coleta de dados para análise qualiquantitativa. Esperamos, ao final, que os resultados e análise possam contribuir para uma melhor compreensão da cultura indígena do povo Karuazu e como estes têm resistido às interferências externas, sobretudo a religiosa, e reproduzido suas formas particulares de manifestação cultural. </p>Erica Danieli de Lima SantosReinaldo Sousa
Copyright (c) 2026 Erica Danieli de Lima Santos, Reinaldo Sousa
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2026-02-022026-02-024110.48017/rc.v4i1.666“REBOBINAR” A HISTÓRIA IMPERIAL:
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<p>O artigo reflete sobre o convite de Ariella Aïsha Azoulay (2024) para desaprender o imperialismo e "rebobinar" a história. A história potencial rejeita o aparato conceitual imperial, como o mito do progresso e a fixação pelo novo, e se inicia no momento anterior à ocorrência da violência<sup>. </sup>O texto apresenta o arquivo do Serviço de Educação Popular (SEDUP), em Guarabira, Paraíba, como um contra-arquivo de resistência e cuidado com o mundo compartilhado. O acervo do SEDUP configura-se como um arquivo comunitário que, ao ser guiado pela noção de comunidade, se afasta da lógica hegemônica e imperial dos arquivos tradicionais. Ele preserva histórias de organização e lutas de trabalhadores/as rurais, “domésticas” e sindicalistas, constituindo um território de resistências contra o apagamento. A ideia de rebobinar a história é conectada à temporalidade curva/espiralar, combatendo a linearidade do tempo. Isso é concretamente exemplificado pela retomada ancestral dos Assojaba Tupinambá (mantos sagrados), que mostra o potencial de reavivar arranjos pré-coloniais e reverter a história imperial, através dos “contra-arquivos” (Tupinambá, 2022). Essa perspectiva é reforçada ao se usar a expressão "Mãe Terra" (em vez de "planeta"), ligando-se ao "tekoá-porã" (bem-viver) guarani e ao cuidado coletivo com o mundo<sup>. </sup>Ao potencializar a história através de seu acervo e ações, o SEDUP proporciona um exercício de des(aprender) coletivo, recusando o obturador imperial e promovendo um modo diferente de estar com o outro e em um mundo partilhado.</p>Susel Oliveira da RosaPriscilla Gomes de AraújoOlaisylenne dos Santos Gonçalo
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2026-02-022026-02-0241263810.48017/rc.v4i1.665MEMÓRIAS EDUCATIVAS, HISTÓRIAS E VIVÊNCIAS DOS INDÍGENAS KAINGANG EM CANELA/RS: SABERES, TRADIÇÕES E RESISTÊNCIAS ANCESTRAIS
https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/661
<p>Este artigo apresenta um recorte dos resultados da dissertação de mestrado desenvolvida pela pesquisadora indígena Tariana, que investigou as memórias educativas, os saberes ancestrais e as práticas culturais de sua comunidade localizada em Canela/RS. A pesquisa, de abordagem qualitativa e etnográfica, fundamentou-se na observação participante, entrevistas com cacique e mais integrantes da aldeia, com conversas formais e informais e registro de experiências cotidianas. Foram analisadas dimensões da educação indígena relacionadas à transmissão de saberes, à tradição, ao artesanato, à educação das crianças, ao uso das ervas medicinais e à valorização da língua nativa. Os resultados evidenciam que a memória coletiva é central na aprendizagem e que a educação Kaingang constitui um processo contínuo de resistência cultural e reexistência identitária. Para isso, fundamenta-se em contribuições de autores indígenas e não indígenas que abordam a educação intercultural, a história Kaingang e os processos de transmissão de saberes tradicionais, destacando a importância de uma pedagogia que valorize as epistemologias originárias e reconheça a pluralidade de formas de ensinar e aprender.</p>Maria Laura Brito Ortis
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2026-02-022026-02-0241395610.48017/rc.v4i1.661EXPERIÊNCIAS DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL DIANTE DAS EPIDEMIAS DE DOENÇAS CONTAGIOSAS
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<p>O objetivo deste artigo é analisar os problemas de saúde enfrentados pelos povos indígenas no ano de 2020, compreendendo como essas questões estão relacionadas à violência, resultante da omissão do poder público e das desigualdades estruturais no acesso à assistência médica. Com base no referencial da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indenticaremos a violência como um problema de caráter social, que afeta profundamente os povos indígenas incorporando seu reconhecimento como um determinante social crítico da saúde na região. Para isso, tomaremos como base os dados presentes nos relatórios do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), publicado pela primeira vez em 1996, que é um importante instrumento de denúncia dessas violações. Esses indicadores ajudam a entender uma realidade marcada por vulnerabilidades estruturais e desigualdades históricas, quando cruzamos as informações com a historiografia especializada. Metodologicamente, a pesquisa adotará uma abordagem mista, combinando dados quantitativos e qualitativos. A análise se baseará na leitura dos relatórios do CIMI, que servem como fontes documentais essenciais, oferecendo dados detalhados e análises qualitativas sobre as condições de saúde e qualidade de vida das comunidades indígenas.</p>Oseas Batista Figueira Junior Junior
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2026-02-022026-02-0241577310.48017/rc.v4i1.657AS REPRESENTAÇÕES DAS RELAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS NO PENSAMENTO DE AILTON KRENAK A PARTIR DA OBRA A VIDA NÃO É ÚTIL
https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/636
<p>As desestruturações socioambientais têm sido alvo de inúmeras reflexões na contemporaneidade. Dada sua relevância, percebe-se sua influência temática em diversas produções científicas e literárias, incluindo trabalhos de autorias indígenas. Dessa maneira, o presente trabalho tem como objetivo analisar as representações das relações socioambientais no pensamento de Ailton Krenak, a partir da obra “A Vida Não é Útil”. Do ponto de vista metodológico, buscamos fundamentar-nos nas interlocuções entre os estudos da História Cultural, tomando a obra literária como fonte para a construção das narrativas históricas, com o objetivo de identificar as representações sobre a sociedade, a natureza e o nosso tempo. Para isso, realizamos um estudo de caráter bibliográfico e documental, empregando a análise de conteúdo como procedimento para recorte e interpretação dos dados. Com essa abordagem, identificamos no pensamento do autor quatro momentos fundamentais: a denúncia da humanidade moderna, utilitarista e ocidentalizada como responsável pela degradação do meio ambiente; a percepção das limitações dos recursos naturais; o papel desempenhado pelas instituições na manutenção das desigualdades; e a cosmovisão indígena como contraponto a essas desestruturações. Esses aspectos nos permitem avançar na reflexão sobre as cosmovisões indígenas na contemporaneidade, mobilizadas para a proposição de outras formas de se relacionar de maneira ecológica com o meio ambiente.</p>Ayrton Matheus da Silva NascimentoCarlos Alberto Batista dos Santos
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2026-02-022026-02-0241749810.48017/rc.v4i1.636A LUTA DO POVO KARUAZÚ POR UMA EDUCAÇÃO ESCOLAR INTERCULTURAL E INCLUSIVA
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<p>A história dos Karuazú é um testemunho da resiliência dos povos indígenas do Brasil,<br>destacando sua luta contínua por direitos, reconhecimento e uma educação inclusiva. Essa<br>investigação resultou na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no Curso de<br>Licenciatura Intercultural Indígena em Pedagogia integrante do Programa de Cursos de<br>Licenciatura Intercultural Indígena de Alagoas - CLIND/AL desenvolvido pela Universidade<br>Estadual de Alagoas – UNEAL. O povoado Campinhos localizado na aldeia Karuazú,<br>município de Pariconha/AL, mantém suas tradições ancestrais há anos, embora apenas em 1999<br>tenha recebido reconhecimento oficial. Sua cultura é preservada por meio de rituais religiosos,<br>entre eles estão o flechamento do umbu, a puxada do cipó e a corrida do umbu, que reafirmam<br>sua identidade e conexão com a natureza. Contudo, essa comunidade enfrenta desafios,<br>especialmente na educação escolar. Portanto, esta pesquisa traz como objetivo analisar os<br>principais desafios enfrentados pelo povo Karuazú em relação à educação escolar devido a<br>inexistência de escola na comunidade dificultando a compreensão da história e identidade no<br>contexto da educação intercultural indígena. O aporte teórico tomou como ponto de partida<br>Amorim (2012), Lima (2019) e Silva (2016) e teve uma abordagem qualitativa do tipo<br>descritiva participante para alcançar os objetivos propostos, onde utilizou a pesquisa de campo<br>tendo como instrumento um questionário semiestruturado. Os resultados trazem um<br>comprometimento em lutar por uma educação escolar indígena intercultural que valorize a sua<br>identidade e conhecimentos tradicionais, e, portanto, a construção de um prédio escolar na<br>aldeia representa um passo importante nessa jornada.</p>Rafaela Lima da SilvaAllan Gomes dos Santos
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2026-02-022026-02-02419912510.48017/rc.v4i1.695