https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/issue/feedRevista de Estudos Indigenas de Alagoas - Campiô2026-10-22T16:57:09-03:00Adelsoncampio@uneal.edu.brOpen Journal Systems<p><strong><em>Campiô</em></strong> é a revista destinada a publicar e publicizar os resultados dos estudos e pesquisas sobre os povos indígenas, prioritariamente do Nordeste. Institucionalmente está vinculada ao Grupo de Pesquisas em História Indígena de Alagoas – GPHIAL, ao Núcleo de Estudos Indígenas de Palmeira dos Índios – NEIPI e ao Curso de Licenciatura Intercultural Indígena de Alagoas – CLIND, sediados na Universidade Estadual de Alagoas, <em>Campus </em>III – Palmeira dos Índios. A revista está estruturada em seções denominadas: Dossiê Temático, Artigos Livres, Resenha, Ensaio Fotográfico.</p>https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/876EDUCAÇÃO INTERCULTURAL E DECOLONIAL COMO DESAFIO CONTEMPORÂNEO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS2026-10-22T16:57:09-03:00Simone Rodrigues Batista Mendessimonebatita810@gmail.comEder Carlos Cardoso Dinizeder.cc.diniz@hotmail.comSuely Piressuoliveira@gmail.com2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simone Rodrigues Batista Mendes, Eder Carlos Cardoso Diniz, Suely Pireshttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/685Toré Sagrado Kariri-Xocó: As Marcas e a Visibilidade de um Povo Através de um Canto 2026-09-24T09:40:14-03:00Manoela Suíra de Souzasuiramanoela@gmail.comGisely Martins da Silvagiselymsilva@gmail.com<p>Diante do Panorama atual, o canto do toré da comunidade indígena Kariri-Xocó, do município de Porto Real do Colégio – AL, detém uma visibilidade expressiva. Para tanto, a pesquisa parte da questão norteadora: quais os elementos visíveis do Toré e como se dá a sua visibilidade enquanto movimento social dentro e fora da aldeia? A fim de responder a esse questionamento, objetiva-se descrever os saberes do canto sagrado, o Toré, considerando o crescimento da visibilidade como uma mobilização social interna e externa do povo Kariri-Xocó. Nesse viés, este estudo está embasado em Hall (2006), Gerlic (2012), Tenório (2015) e Suzart (2018-2019). O procedimento metodológico adotado envolve a pesquisa de natureza qualitativa, pois serão analisados fragmentos de sete torés, bem como a realização de entrevistas com três indígenas, que além de compor um grupo de lideranças e de profissionais da educação, trabalham com a história e a valorização cultural. A relevância desta pesquisa se dá para manter vivo e registrado os saberes tradicionais dessa arte expressiva, preservando a identidade da etnia e dessa rica manifestação cultural e o seu crescente destaque, além de contribuir como fonte escrita de conhecimento e embasamento para as próximas gerações que venham a ter curiosidade e interesse em saber sobre essa representatividade Kariri-Xocó. Assim, evidenciando com os resultados adquiridos que, o toré para os Kariri-Xocó simboliza a resistência, identidade, representatividade e união de um povo, a visibilidade crescente do toré está ligada a valorização de práticas culturais que ao longo do tempo foram marginalizadas, que com as transformações sociais o toré está ganhando maior reconhecimento em diversos espaços, pois as ferramentas tecnológicas são relevantes para proteger, registrar e divulgar a identidade étnica, e que os sete torés com maior representatividade foram cruciais para expor as marcas históricas presentes no canto.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Manoela Suíra de Souza, Giselyhttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/802Outras Ciências:2026-09-15T09:02:21-03:00Karine Sobrinhokarine1983sobrinho@gmail.comAdir Casaroadir@ucdb.br<p>O presente ensaio enseja discutir a epistemologia indígena e a escolarização, enquanto espaço histórico de reprodução, transmissão e perpetuação do pensamento colonial e eurocêntrico. O texto destina-se a analisar, refletir e fomentar estudos sobre educação intercultural e ampliar o conceito de conhecimento indígena na educação escolar. Por séculos a organização do pensamento nacional, coloca a erudição como representante da conquista dos países colonizados e seus povos, falamos, sobretudo, diante da ancestralidade terena e das inquietações provocadas no processo de formação como pesquisadora e doutoranda indígena. Para tanto, pretende-se dialogar com autores indígenas e não-indígenas que contribuem para esse debate, a partir da epistemologia dos estudos culturais na perspectiva da interculturalidade e decolonialidade com o enfoque crítico indígena.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Karine Sobrinho, Adir Casarohttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/793UM KUPUTI: 2026-09-10T10:41:17-03:00Angel Marques Amadorangel.amador157@gmail.comJapenpranti Horakraktare TopramtiJukaprim1234@gmail.com<p>Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar o <em>Kuputi,</em> também denominado <em>kupu</em> ou <em>berarubu</em>, uma das principais iguarias da alimentação tradicional do povo <em>Akrãtikatêjê,</em> da Aldeia <em>Akrôtikatêjê.</em> O estudo evidencia que esse alimento transcende sua função nutricional, constituindo-se como um importante elemento da cultura e da tradição indígena, presente no cotidiano das famílias, nas festividades e nos rituais da comunidade. A partir de sua produção, distribuição e consumo, são estabelecidas relações sociais, representações culturais e trocas simbólicas que contribuem para a construção e manutenção da identidade coletiva do povo <em>Akrãtikatêjê</em>. Além disso, o artigo problematiza a inserção dos saberes e conhecimentos tradicionais no contexto da educação escolar indígena, destacando o papel da escola na valorização da memória social e das narrativas dos anciãos, reconhecidos como os principais guardiões da língua, da cultura e das tradições do grupo. Conclui-se que o fortalecimento do diálogo entre escola e comunidade constitui uma estratégia fundamental para a preservação e transmissão dos conhecimentos tradicionais às novas gerações.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Angel Marques Amador, Japenpranti Horakraktare Topramtihttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/799QUANDO A FLORESTA ENSINA2026-09-10T10:44:41-03:00Simone Cristina Menezes Martinssicrismenezes@gmail.com<p>A formação docente em contextos interculturais desafia modelos pedagógicos historicamente orientados pela centralidade do conhecimento científico ocidental e pela hierarquização entre diferentes formas de produzir saberes. Partindo dessa problemática, este artigo analisa como a experiência docente desenvolvida junto aos povos Wai Wai, na Aldeia Mapuera, localizada na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera (PA), produziu deslocamentos epistemológicos capazes de ressignificar concepções de ensino, linguagem e formação docente. Fundamentado nas contribuições de Paulo Freire, Jorge Larrosa Bondía, Catherine Walsh, Boaventura de Sousa Santos, Vera Maria Candau, Nilma Lino Gomes, Ailton Krenak e na Análise do Discurso de Michel Pêcheux e Eni Orlandi, o estudo adota abordagem qualitativa, de natureza interpretativa, tomando a experiência como categoria analítica e não apenas como registro autobiográfico. Argumenta-se que a convivência cotidiana com professores indígenas, lideranças e anciãos Wai Wai deslocou a compreensão da docência como transmissão de conhecimentos para concebê-la como prática dialógica, intercultural e eticamente comprometida com o reconhecimento da pluralidade epistemológica. Ao evidenciar que a floresta, o território, a oralidade e a memória constituem espaços legítimos de produção do conhecimento, o artigo sustenta que a formação docente em contextos indígenas exige o reconhecimento da interculturalidade crítica como princípio organizador das práticas educativas. Conclui-se que a experiência vivida em Mapuera ultrapassa o âmbito da atuação profissional, configurando-se como processo de formação humana, política e epistêmica que desafia perspectivas universalizantes da educação e reafirma a necessidade de construir práticas pedagógicas comprometidas com a justiça cognitiva e com o diálogo entre diferentes cosmologias.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simone Cristina Menezes Martinshttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/865ENTRE A MEMÓRIA E A INTERCULTURALIDADE:2026-09-15T15:05:31-03:00Gabriela Guajajara Limagabriela.guajajara@discente.ufma.brMônica Ribeiro Moraes de Almeidamonica.almeida@ufma.brSandra Maria Barros Alvessandra.barros@ufma.br<p>O presente artigo analisa os desafios da implementação da Lei nº11.645/2008 em uma escola pública de Ensino Fundamental- anos finais, localizada no município de Grajaú. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter indutivo, utilizou revisão bibliográfica, aplicação de questionários a docentes das disciplinas de História e Geografia e à coordenação pedagógica, além da análise de livros didáticos utilizados pela instituição. Os resultados evidenciam que, embora exista conhecimento acerca da legislação e reconhecimento de sua relevância, sua efetivação ocorre de forma parcial e descontínua, frequentemente restrita a datas comemorativas e dependente das iniciativas individuais dos professores. Também foram identificadas limitações relacionadas à formação docente e ao tratamento da temática indígena nos materiais didáticos. Conclui-se que a efetivação da Lei 11.645/2008 exige investimentos em formação continuada, revisão curricular e fortalecimento de práticas interculturais que reconheçam os povos indígenas como sujeitos históricos contemporâneos.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Gabriela, Mônica Almeida, Sandra https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/623Política de etnicidade no Ritual Menino do Rancho no povo indígena Jeripankó2025-12-05T15:08:51-03:00José Kleiton Ferreirakleitonvieiradlf@gmail.comGilberto Geraldo Ferreira FERREIRAgilbertogeraldo2@gmail.comDaniele Oliveira Oliveirakleitonvieiradlf@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O texto a seguir aborda como uma festividade mágico-religiosa contribue com o sentimento de pertencimento étnico, tendo como campo para análise um ritual específico chamado Menino do Rancho. A pesquisa foi realizada durante visita a aldeia Ouricuri, povo indígena Jeripankó, no sertão de Alagoas. O Ritual do Menino do Rancho, realizado em local conhecido como terreiro, é analisado aqui como “espaço de tradição” e que, ainda que não seja o início do processo de cura, é o momento em que se celebra e festeja com demais indígenas “a graça alcançada”, ao mesmo tempo em que sentimentos de pertencimento são revitalizados. </span></p> <p> </p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 José Kleiton Ferreira, Professor, Oliveirahttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/875INDÍCIOS, INDÍGENAS E POSSIBILIDADES:2026-10-22T16:41:14-03:00Vinícius Alves de Mendonçaviniciusmendonca.ac@professor.educ.al.gov.brPedro Abelardo de Santanapedrosantana@delmiro.ufal.br<p>Os indígenas Katokinn se encontram territorialmente distribuídos na área urbana do município de Pariconha – distante cerca de 300 km de Maceió, capital do estado de Alagoas – desde o final do século XIX, quando ocorreram migrações das primeiras famílias para região devido a violências e espoliações territoriais ocorridas em Pernambuco. Desse modo, este estudo objetiva discutir possibilidades teóricas e metodológicas acerca da realidade dos indígenas abordando registros da reorganização política e territorial daquele grupo étnico ocorrida na década de 1990 a partir de análises fundamentadas em paradigmas das ciências humanas e sociais, com ênfase nas referências micro-históricas consolidadas por Ginzburg (1989; 1993; 2007) e Levi (2000), além de modelos próprios a História Oral conforme Alberti (2013) e a Pesquisa de campo segundo Oliveira (1996). Trata-se, assim, de uma reflexão não apenas sobre aspectos sócio-históricos relacionados aos Katokinn, mas um esboço teórico-metodológico interdisciplinar, característica indispensável ao que se convencionou “Nova História Indígena”, definida por autores como Oliveira (2004), Monteiro (1999) e outros que constituíram a bibliografia abordada.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Vinícius Alves de Mendonça, Pedro Abelardo de Santanahttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/campio/article/view/800Entre Fronteiras e Direitos: 2026-09-10T10:46:02-03:00Marleide Mateus de Jesusmarleide1mateos@gmail.comLiliane Cunha de Souzalilivertov@yahoo.com.brLiliane Cunha de Souzalilivertov@yahoo.com.brCristina Helena Brunocristinaheleno@ufscar.br<p>Este artigo parte da experiência docente em uma escola indígena Tupinambá para refletir sobre os desafios que vão além da sala de aula, articulando as dificuldades pedagógicas com as violações estruturais de direitos básicos. A partir de um relato de experiência e do diálogo com a teoria antropológica de Silva (2005), analisa-se como a precariedade do transporte, o acesso precário à saúde e a ausência de políticas públicas específicas impactam diretamente o processo de identificação étnica e a perenidade cultural. Conclui-se que a escola indígena, mais que um espaço de ensino, é um território de resistência onde a luta por uma educação diferenciada se confunde com a luta por cidadania e justiça social.</p>2026-10-22T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marleide Mateus de Jesus, Liliane Cunha de Souza, Liliane Cunha de Souza, Cristina Helena Bruno