https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/issue/feedRevista Ambientale2026-04-25T22:04:36-03:00Jhonatan David Santos das Nevesambientale@uneal.edu.brOpen Journal Systems<p><strong>Sobre a Revista e áreas de atuação (About the Journal and areas of expertise)</strong></p> <p>A Revista <em>Ambientale</em> surgiu em 2009 como um espaço para divulgar ciência, cultura, ensino, pesquisa e extensão, como resultado de pesquisas nas áreas das Ciências Biológicas, Ambientais, Biotecnologia, Agrárias e afins. Bem como, trabalhos nas áreas da Horticultura, Entomologia, Plantas daninhas, Saúde ambiental, Biologia do solo e assuntos correlatos com pesquisas acadêmicas com mérito acadêmico de publicação neste periódico.</p> <p><strong>e-ISSN</strong> 2318-454X (eletrônico)</p> <p><strong>ISSN</strong> 1984-9915 (não está publicando revista impressa)</p> <p><strong>DOI da Revista Ambientale</strong>: 10.48180/ambientale</p> <p><strong>Qualis Capes - B<span style="font-size: 0.875rem;">2</span></strong></p>https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/667Fertilização nitrogenada em pastagens naturais diferidas vulneráveis a incertezas climáticas2025-12-22T11:22:22-03:00Franco de Almeida Olléfrancoolle@hotmail.comOtoniel Geter Lauz Ferreiraoglferreira@gmail.comRodrigo Flores Escobarrodrigoescobar94@gmail.comKaroline Barcellos da Rosakarolbarcellos_@hotmail.comPâmela Peres Fariaspamperes@hotmail.comCarlos Eduardo da Silva Pedrosocarlos.pedroso@ufpel.edu.br<p>A produção pecuária no bioma Pampa baseia-se em pastagens naturais, cuja produtividade frequentemente é limitada por estiagens recorrentes, mesmo nas estações tradicionalmente favoráveis ao seu crescimento. O diferimento é uma estratégia para acumular forragem nesses períodos críticos, mas, para que seja eficaz, ainda carece de informações que subsidiem as decisões de manejo. Este estudo avaliou, durante três anos, a produtividade e a concentração de proteína bruta de uma pastagem natural diferida e fertilizada com níveis crescentes de nitrogênio (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280 kg ha⁻¹ de N, na forma de sulfato de amônio), na primavera e no verão. O delineamento foi em blocos ao acaso com quatro repetições. Foram realizados dois cortes (primavera e verão) para avaliação da massa de forragem seca (MFS), taxa de acúmulo de forragem (TAF), matéria seca (MS) e proteína bruta (PB). A fertilização nitrogenada aumentou a MFS em até 123% na primavera e 130% no verão, em anos com boa disponibilidade hídrica. A PB apresentou incremento linear com os níveis de N, atingindo até 120 e 144,9 g kg⁻¹ na primavera e verão, respectivamente. A TAF aumentou, e os teores de MS diminuíram com o aumento dos níveis de N. Os resultados indicam que a pastagem natural diferida respondeu positivamente à fertilização nitrogenada, sendo a disponibilidade hídrica determinante para a eficiência do uso do fertilizante.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Franco de Almeida Ollé, Otoniel Geter Lauz Ferreira, Rodrigo Flores Escobar, Karoline Barcellos da Rosa, Pâmela Peres Farias, Carlos Eduardo da Silva Pedrosohttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/698Estudo sobre a distribuição e eficiência da coleta seletiva em Bragança-Pará 2026-03-04T14:48:23-03:00Olga Larissa Santos Sousaolgalarissa92@gmail.comThayse Cristina Sousa da Silva thayseramos20@gmail.com<p>RESUMO – A gestão inadequada dos resíduos sólidos urbanos constitui desafio recorrente nos municípios brasileiros, especialmente em cidades de médio porte, onde a coleta seletiva ainda apresenta limitações estruturais e operacionais. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a distribuição espacial e a eficiência da coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos no município de Bragança, Pará. A pesquisa caracterizou-se como estudo de caso, com abordagem descritiva e exploratória, utilizando procedimentos qualitativos e quantitativos. A coleta de dados ocorreu entre abril e novembro de 2025 e envolveu visitas técnicas à (COMARCA) Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis dos Caetés em funcionamento no município, observação direta das atividades, entrevista semiestruturada com a presidente da cooperativa e georreferenciamento dos pontos de coleta seletiva existentes. Os resultados indicaram a existência de 11 pontos de coleta seletiva, concentrados majoritariamente em áreas centrais, enquanto bairros periféricos permanecem desassistidos. A análise revelou limitações relacionadas à infraestrutura, à logística de transporte, à insuficiência de campanhas educativas e à baixa adesão da população. Apesar dessas dificuldades, a atuação da cooperativa de catadores mostrou-se relevante ao promover inclusão social e contribuir para a redução de resíduos destinados a áreas inadequadas. Conclui-se que a coleta seletiva em Bragança encontra-se em estágio inicial, demandando ampliação da infraestrutura, fortalecimento das políticas públicas e intensificação das ações de educação ambiental, de modo a promover gestão mais eficiente e sustentável dos resíduos sólidos urbanos.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Olga Larissa Santos Sousa, Thayse Cristina Sousa da Silva https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/700Efeito da compactação do solo no desenvolvimento aéreo e radicular da Crotalaria ochroleuca2026-02-19T17:03:05-03:00Julie Mirelly da Silva Reisjulie.reis@arapiraca.ufal.brIlâine Benício dos Santosilainebenicio@gmail.comJulio Cesar Silva Cavalcantejulio.cavalcante@arapiraca.ufal.brCicero Gomes dos Santoscgomes@arapiraca.ufal.brMárcio Aurélio Lins dos Santosmal.santo@arapiraca.ufal.brMarcílio de Souza Barbosamarcilio.barbosa@ifal.edu.br<p>A degradação dos solos agrícolas tem aumentado no Brasil, principalmente nas áreas tropicais e subtropicais, onde as elevadas temperaturas e a alta umidade favorecem a rápida decomposição da matéria orgânica do solo, comprometendo a sustentabilidade dos sistemas produtivos. <em>Crotalaria ochroleuca</em>, leguminosa da família Fabaceae, destaca-se por sua ampla adaptação edafoclimática, alto potencial para produção de biomassa e contribuição para sistemas de rotação de culturas. Este estudo avaliou a resposta da cultura <em>Crotalaria ochroleuca</em> ao aumento da densidade do solo, considerando os efeitos sobre o desenvolvimento da parte aérea e do sistema radicular. O estudo foi conduzido em ambiente protegido no <em>Campus</em> Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas, utilizando solo classificado como Latossolo Vermelho distrófico. O experimento seguiu o delineamento inteiramente casualizado, composto por cinco níveis de densidade do solo (1,3; 1,4; 1,5; 1,6 e 1,7 Mg m⁻³), com quatro repetições, totalizando 20 unidades experimentais. Foram avaliadas no experimento as variáveis: número de folhas, diâmetro caulinar, altura de planta, índice de clorofila (SPAD) e massas fresca e seca de folhas, caule e raízes. Verificou-se que a altura das plantas e o número de folhas foram significativamente influenciados pelos níveis de densidade do solo, enquanto o diâmetro caulinar e as demais variáveis não apresentaram efeito significativo. O índice SPAD apresentou redução ao longo do ciclo da cultura, independentemente da densidade avaliada. Conclui-se que o aumento da densidade do solo exerce efeito moderado sobre o desenvolvimento da <em>Crotalaria ochroleuca</em>, atuando como barreira física ao crescimento radicular.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Julie Mirelly da Silva Reis, Ilâine Benício dos Santos, Julio Cesar Silva Cavalcante, Cicero Gomes dos Santos, Márcio Aurélio Lins dos Santos, Marcílio de Souza Barbosahttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/686Inovações tecnológicas no campo: 2026-03-18T09:41:30-03:00Simones Nemézio dos santos Silvamonenemezio@gmail.comMírian Paula Medeiros André Pinheiroirrigante.medeiros@gmail.comMaria Gilberlândia Ferreira Ferrogilberlandiafferro@gmail.com<p>Este artigo analisa inovações tecnológicas vinculadas à Agricultura de Precisão no Brasil no período de 2000 a 2025, com ênfase na integração entre diagnóstico, decisão e intervenção no campo. A pesquisa foi qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e documental de autores brasileiros, organizada por categorias tecnológicas e por implicações para gestão rural. Os resultados mostram que ganhos consistentes dependem do ciclo completo de dados: coleta georreferenciada, processamento em SIG, geração de mapas, aplicação em taxa variável e avaliação por indicadores. Tecnologias de navegação, sensores, sensoriamento remoto e drones ampliam monitoramento e eficiência operacional, enquanto a agricultura digital fortalece armazenamento e análise, mas impõe desafios de conectividade, capacitação e interoperabilidade. Conclui-se que a adoção bem sucedida exige implementação gradual, metas mensuráveis e adequação ao porte do produtor, permitindo reduzir desperdícios, melhorar a rentabilidade e apoiar sustentabilidade com atenção às realidades regionais e ao uso racional de insumos, água, energia e defensivos.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simones Nemézio dos santos Silva, Mírian Paula Medeiros André Pinheiro, Maria Gilberlândia Ferreira Ferrohttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/696Análise espaço-temporal da mudança do uso e cobertura da terra nas reservas extrativistas da costa paraense, amazônia oriental2026-03-04T14:50:58-03:00Euller Pimentel Teixeiraengamb.euller@gmail.comSanae Nogueira Hayashisanae.hayashi@ufra.edu.br<p>A costa amazônica paraense apresenta a maior distribuição de Reservas Extrativistas com áreas de manguezais, demonstrando assim, a importância de realizar o monitoramento e fiscalização deste ecossistema. O objetivo deste trabalho consiste em analisar a mudança espacial e temporal do uso e cobertura do solo em sete Reservas Extrativistas da Costa Atlântica do Salgado Paraense, com o intuito de gerar dados que auxiliam no monitoramento da costa amazônica brasileira. Para alcançar os objetivos, foram utilizadas imagens <em>Landsat </em>dos anos 2001 e 2021. Para a confecção dos mapas e a classificação das imagens, foi utilizado o classificador <em>Random Forest</em> no <em>software</em> QGIS 3.16. Os resultados encontrados demonstram uma predominância inicial de vegetação (33,18%) e floresta de mangue (26,35%) em 2001. Ao longo dos 20 anos, houve um aumento de 34,25% da classe cidades/solo, indicando um acelerado processo de crescimento da área urbana e de áreas expostas à degradação ambiental. Foi constatado que na distância de um quilômetro das UCs estão contidos os maiores valores da classe que compõem as áreas de cidades e solo exposto. O uso de imagens <em>Landsat</em> aliada à classificação supervisionada mostrou-se eficaz para o mapeamento do uso e cobertura do solo das Reservas Extrativistas da costa Atlântica do Salgado Paraense, demonstrando a importância de desenvolver técnicas e ferramentas para estudos ambientais e monitoramento das UCs da Amazônia. </p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Euller Pimentel Teixeira, Sanae Nogueira Hayashihttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/692O novo marco estadual da compensação de reserva legal: 2026-01-27T15:22:36-03:00Alex Lopes.afslopes@gmail.com<p>O presente artigo analisa o Decreto nº 1.757/2025, marco inovador instituído pelo Estado de Mato Grosso para regulamentar a compensação de Reserva Legal (RL) em imóveis rurais, com foco na regularização fundiária de Unidades de Conservação (UCs). Com base na legislação federal e nas necessidades locais, o estudo examina os aspectos normativos, políticos, socioeconômicos e jurídicos envolvidos na aplicação do novo modelo. A partir de uma abordagem qualitativa, identificam-se avanços como a criação do sistema SIMCAR COMPENSAÇÃO, além de fragilidades operacionais e riscos de convalidação de irregularidades fundiárias. Argumenta-se que, apesar dos desafios estruturais e políticos, o novo marco representa uma alternativa eficiente e economicamente viável à desapropriação tradicional, contribuindo para a consolidação de UCs e a regularização ambiental de imóveis privados. Por fim, o trabalho apresenta propostas normativas e administrativas para o aprimoramento da política, indicando caminhos para sua replicação nacional.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Alex Lopes.https://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/687Produção de mudas de catingueira como alternativa sustentável para a recuperação de áreas degradadas da caatinga2026-01-16T16:54:47-03:00Simones Nemézio dos santos Silvamonenemezio@gmail.comMírian Paula Medeiros André Pinheiroirrigante.medeiros@gmail.comMaria Gilberlândia Ferreira Ferrogilberlandiafferro@gmail.com<p>A degradação da Caatinga tem sido agravado pela exploração inapropriada dos recursos naturais, resultando em desmatamento e na destruição dos processos ecológicos. Assim, a utilização de espécies nativas para a recuperação da Caatinga é outra escolha que protegerá o meio ambiente para as gerações vindouras e entre outras razões, também pode ser usada a rainha de. Para isso, ela e rústica localizada e adaptada ao clima semi-árido. Segundo os responsáveis pelo trabalho, o objetivo era coletar informações sobre a melhor maneira de produzir mudas de catingueira em diferentes cuidados nutricionais, a fim de fornecer uma base para futuros esforços tanto nessa área como em outras ligadas à recuperação ambiental. O experimento foi conduzido em viveiro, utilizando esterco bovino, esterco caprino e fertilizante mineral NPK 04-14-08, aplicados em três doses. Avaliaram-se a altura das plantas, a germinação e a frutificação. Os resultados indicaram que o aumento das doses promoveu respostas positivas em todas as variáveis analisadas. O NPK apresentou os maiores valores médios, enquanto o esterco bovino demonstrou desempenho satisfatório e viabilidade econômica. Conclui-se que a produção de mudas de catingueira, especialmente com esterco bovino, é uma alternativa sustentável para a recuperação da Caatinga.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simones Nemézio dos santos Silva, Mírian Paula MEDEIROS ANDRÉ PINHEIRO, Maria Gilberlândia FERREIRA FERROhttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/691Educação Ambiental, Desastres e Direitos Humanos: 2026-01-21T16:51:50-03:00Adson Bruno José de Carvalhoadsoncarvalhoadv@gmail.com<p>Os desastres ambientais no Brasil como Mariana (2015), Brumadinho (2019), Maceió (2018–2024) e tragédias climáticas recentes evidenciam uma crise estrutural que ultrapassa o dano ecológico e alcança a violação massiva dos direitos humanos. A ausência de políticas de prevenção, de gestão integrada do risco e, sobretudo, de uma educação ambiental crítica e emancipatória contribui para a perpetuação de desigualdades socioambientais, intensifica vulnerabilidades e compromete a dignidade humana das populações atingidas. Este artigo discute a educação ambiental como instrumento jurídico, político e pedagógico para garantir direitos humanos em contextos de desastre. Analisa o marco normativo, a doutrina especializada e estudos de caso nacionais, propondo, ao final, uma política pública estruturada de educação ambiental para prevenção, resposta e reconstrução. O texto sustenta que a educação ambiental, quando entendida como prática social libertadora, é indispensável para a justiça socioambiental e para a reconstrução de territórios marcados pelo sofrimento coletivo.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Adson Bruno José de Carvalhohttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/688Uso da água na agricultura irrigada no nordeste brasileiro: 2026-04-25T14:51:34-03:00Simones Nemézio dos Santos Silvamonenemezio@gmail.comMírian Paula Medeiros André Pinheiroirrigante.medeiros@gmail.comMaria Gilberlândia Ferreira Ferrogilberlandiafferro@gmail.com<p>Esta análise foca na agricultura irrigada do Nordeste brasileiro no período recente (2015-2025), buscando decifrar como a demanda por água se comporta, qual o nível de eficiência alcançado e quais são os reais efeitos dessa dinâmica para a gestão dos recursos no semiárido. O caminho adotado para responder a essas questões combinou descrição e análise crítica, sustentada por fontes oficiais que detalham volumes de água utilizados, a expansão da área irrigada e a severidade das secas no período. Os resultados indicam que a irrigação é o maior consumidor de água na região. A variabilidade climática exige regras de alocação adaptativas. A produtividade depende de regularização do uso, assistência técnica e práticas que reduzam perdas e elevem a eficiência hídrica. A discussão aborda instrumentos como outorga, cobrança e planejamento por bacia, propondo indicadores para monitoramento. Conclui-se que a sustentabilidade requer eficiência comprovada, transparência de dados e coordenação institucional regional, essenciais para harmonizar usos múltiplos e garantir segurança hídrica</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Simones Nemézio dos Santos Silva, Mírian Paula Medeiros André Pinheiro, Maria Gilberlândia Ferreira Ferrohttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/689Sistemas de preparo do solo e velocidades de semeadura na resistência à penetração, distribuição logitudinal e produtividade de milho safrinha2026-01-17T19:44:51-03:00Sálvio Napoleão Soares Arcoverdesalvionapoleao@gmail.comJorge Wilson CortezJorgeCortez@ufgd.edu.brGiovanna Soares Souzagiovannassozua@gmail.comGabriel Manvailer da Costagabrielmanvailer106@gmail.comAline da Soledade Fernandes alinessoledade@gmail.comHideo de Jesus Nagahamahideo.agro@gmail.comVictor Alexandre Sá Marquesvictoralexandre2304@gmail.com<p>A cultura do milho é dependente de práticas de manejo do solo a fim de permitir um ambiente adequado ao desenvolvimento do sistema radicular e da parte aérea, sobretudo em períodos de menor disponibilidade hídrica. Associado a isso, necessita bons estande de plantas e estabelecimento da lavoura, quando se tem regularidade na distribuição de sementes pela semeadora em velocidades recomendadas. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência mecânica do solo à penetração (RP), como indicador de qualidade físico-hídrica, e a distribuição longitudinal, crescimento e produtividade do milho em sistemas de preparo do solo e velocidades de semeadura. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados em esquema de parcelas subdivididas, sendo as parcelas constituídas pelo plantio direto, preparo reduzido e preparo do solo convencional e duas velocidades de semeadura com quatro repetições. Três e vinte e quatro semanas após o preparo do solo, em cada parcela experimental, avaliou-se a RP com penetrômetro eletrônico de campo, até 0,30 m de profundidade e, simultaneamente, amostras deformadas de solo foram coletadas para a caracterização da umidade. Por ocasião da colheita do milho, avaliou-se a distribuição longitudinal destas por meio dos espaçamentos normal e falho, o estande e a altura de plantas, a altura de inserção da primeira espiga e o diâmetro do colmo, bem como a massa de cem grãos e a produtividade de grãos. Para tanto, tais determinações foram realizadas em duas linhas centrais em 5 metros (9 m<sup>2</sup>), onde coletou-se manualmente todas as espigas que, posteriormente, forma debulhadas e os grãos utilizados para a determinação da produtividade e massa de cem grãos. Os dados foram submetidos à ANOVA, e quando significativos pelo teste F, foram comparados pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. O preparo do solo convencional manteve menores valores de RP durante o ciclo da cultura, e a possível melhoria das condições físico-hídricas resultou em maior crescimento de plantas de milho e produtividade de grãos. A velocidade de semeadura não interferiu na distribuição longitudinal e estande de plantas, bem como no crescimento e produtividade de grãos.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Sálvio Napoleão Soares Arcoverde, Jorge Wilson Cortez, Giovanna Soares Souza, Gabriel Manvailer da Costa, Aline da Soledade Fernandes , Hideo de Jesus Nagahama, Victor Alexandre Sá Marqueshttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/690Licenciamento ambiental e a realização do direito fundamental ao meio ambiente: limites, fragilidades institucionais e desafios normativos no Brasil2026-01-20T15:26:12-03:00Adson Bruno José de Carvalhoadsoncarvalhoadv@gmail.com<p>O licenciamento ambiental consolidou-se, no ordenamento jurídico brasileiro, como um dos mais relevantes instrumentos de tutela preventiva e de efetivação do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, consagrado no artigo 225 da Constituição Federal. Mais do que um procedimento administrativo, trata-se de um mecanismo estruturante do Estado Socioambiental de Direito, capaz de limitar atividades econômicas potencialmente degradadoras e assegurar que o desenvolvimento se realize dentro dos marcos jurídicos da sustentabilidade. Contudo, sua aplicação enfrenta obstáculos institucionais, normativos e políticos que comprometem sua efetividade. Este artigo examina os fundamentos constitucionais, a estrutura normativa e os desafios contemporâneos do licenciamento ambiental, com especial atenção às fragilidades operacionais dos órgãos licenciadores, à pressão de setores econômicos por flexibilizações indevidas e à crescente judicialização. A análise apoia-se em doutrina clássica e contemporânea — como Milaré, Benjamin, Fiorillo, Antunes, Morato Leite, Nusdeo e Barbieri — e em precedentes do STF e STJ, destacando que qualquer tentativa de retrocesso afronta a ordem constitucional. Conclui-se que o fortalecimento institucional, a padronização procedimental e o reforço da participação social são caminhos indispensáveis para aprimorar o licenciamento e assegurar a defesa das presentes e futuras gerações.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Adson Bruno José de Carvalhohttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/702Diagnóstico da qualidade da água do Rio Pericumã (Maranhão, Brasil) com base em parâmetros físico-químicos2026-03-13T15:42:39-03:00Maria Eduarda Cabral Bezerramec.bezerra@discente.ufma.brLetícia Alves dos Santosalves.leticia@discente.ufma.brRegineide de Oliveira Limaregineide.lima@ufma.brFrancisco Sávio Mendes Sinfrôniofrancisco.savio@ufma.brJoao Paulo Tenorio da Silva Santosjoao.tenorio@ufma.br<p>O rio Pericumã, localizado no município de Pinheiro (MA), constitui um importante recurso hídrico para atividades de abastecimento, pesca e transporte fluvial. Entretanto, a intensificação do processo de urbanização, associada à deficiência estrutural dos sistemas de saneamento básico, tem contribuído para a degradação progressiva da qualidade ambiental desse corpo hídrico. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade da água do rio Pericumã por meio da análise de parâmetros físico-químicos representativos, investigando possíveis influências de pressões antrópicas ao longo do trecho urbano do município. A metodologia consistiu na coleta sistemática de amostras de água em três pontos representativos do rio, localizados nos trechos Maria Santa Bar (M.S.), Faveira Ribeirinhos (F.R.) e Vala do Gabião (V.G.), durante os meses de abril, maio e junho de 2024. Foram analisados os parâmetros pH, sólidos totais dissolvidos, temperatura, oxigênio dissolvido, amônia e nitrito. Os resultados evidenciaram variações espaciais e temporais relevantes na qualidade da água, com destaque para a redução dos níveis de oxigênio dissolvido no ponto V.G., cujos valores variaram entre 1 e 2 ppm, abaixo do limite mínimo estabelecido pela Resolução CONAMA nº 357/2005 para corpos d’água de classe 2. Adicionalmente, observou-se tendência de aumento nos valores de sólidos totais dissolvidos ao longo do período amostral, possivelmente associada à redução da vazão fluvial e ao aporte de efluentes urbanos. Os resultados indicam a influência de atividades antrópicas na dinâmica físico-química do rio, reforçando a necessidade de monitoramento ambiental contínuo e da implementação de políticas públicas voltadas à gestão e à proteção sustentável dos recursos hídricos.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria Eduarda Cabral Bezerra, Letícia Alves dos Santos, Regineide de Oliveira Lima, Francisco Sávio Mendes Sinfrônio, Joao Paulo Tenorio da Silva Santoshttps://periodicosuneal.emnuvens.com.br/ambientale/article/view/699A fitorremediação como estratégia para mitigar os impactos da poluição dos recursos hídricos: uma revisão da literatura2026-02-17T15:33:56-03:00Daniela de Carvalho Gualbertodanielaeng59@gmail.comRoberta Zani da Silvaroberta.zs@unitins.brMateus Chagas dos Santoschagasmateus2000@gmail.com<p>A busca por alternativas sustentáveis para mitigar os efeitos da poluição dos recursos hídricos é uma demanda mundial urgente. A água é um recurso natural estratégico essencial para os organismos e para os sistemas produtivos, sendo fundamental a sua disponibilidade em quantidade e qualidade. Diante desse cenário, foi elaborada uma revisão de literatura, sendo o SciELO, o Portal de Periódicos da CAPES, o PubMed e o Google Scholar as plataformas e bases de dados científicos adotadas no estudo para a etapa do levantamento bibliográfico, com o uso de palavras-chave. Os resultados da pesquisa, evidenciam que a técnica de fitorremediação, apresenta-se como uma opção viável e ecológica no processo de remediação de poluentes de ambientes como a água. Além disso, o estudo viabilizar um suporte teórico sintetizado de natureza qualitativa que contribui para entendimento desse fenômeno, proporciona novas perspectivas e favorece o processo de identificação de lacunas em futuras investigações, relacionadas a temática da fitorremediação, como estratégia promissora quanto a preservação e conservação dos recursos hídricos.</p>2026-04-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daniela de Carvalho Gualberto, Roberta Zani da Silva, Mateus Chagas dos Santos